terça-feira, 13 de outubro de 2026
Cidades

Reunião na Suframa trata de incêndios no interior e efeitos da fumaça em Manaus

Encontro reuniu representantes municipais, estaduais e federais; Prefeitura informou que mantém monitoramento, suspende aulas e eventos ao ar livre e oferece apoio a municípios próximos.

Representantes de Manaus, do governo do Amazonas e da União discutiram, no sábado (10), medidas para combater incêndios florestais no Estado e reduzir os efeitos da fumaça sobre a capital. A reunião extraordinária foi realizada na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e contou com a participação dos ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Segundo a Prefeitura de Manaus, parte da fumaça que alcança a cidade é proveniente de queimadas registradas em outros municípios e regiões do Amazonas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados pela administração municipal indicam que o Estado registrou 3.726 focos de calor em setembro, ante 942 no mesmo mês do ano anterior. Nos primeiros dias de outubro, foram contabilizados outros 832 focos.

Participação de Manaus

A Prefeitura informou que Manaus representa 0,6% do total de queimadas registradas no Amazonas. Durante o encontro, o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Fransuá Mattos, afirmou que a articulação entre os governos é necessária diante dos efeitos da fumaça sobre a qualidade do ar na capital.

“Toda ajuda é importante, do Governo do Estado, do governo federal. A gente sabe que Manaus tem apenas 0,6% do total de queimadas do Estado e que boa parte do que a gente está passando hoje, com qualidade do ar péssima, é justamente dessas queimadas que estão acontecendo em outras regiões do Estado, mas que afetam o nosso dia a dia”, declarou.

Também participaram da reunião o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Lima Júnior; o secretário-chefe da Casa Civil, Célio Guedes; o superintendente do Centro de Cooperação da Cidade, Sandro Diz; e a secretária municipal de Comunicação, Camila Silva.

Medidas mantidas na capital

Na sexta-feira (9), a concentração de poluentes atmosféricos em Manaus atingiu níveis críticos, quase quatro vezes acima do limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme os dados citados pela Prefeitura.

Diante desse cenário, o município informou que suspendeu as aulas da rede municipal de ensino e o atendimento presencial nos órgãos públicos da administração direta e indireta. A suspensão de eventos ao ar livre promovidos pela Prefeitura foi prorrogada até segunda-feira (12).

A Defesa Civil Municipal mantém monitoramento 24 horas, segundo a administração. O município também utiliza drones e caminhões-pipa para umedecer áreas arborizadas e reduzir o ressecamento. O telefone 153, da Guarda Civil, foi disponibilizado para o recebimento de denúncias sobre infrações ambientais.

Lima Júnior afirmou que Manaus está à disposição para auxiliar municípios próximos afetados pelos incêndios florestais. “É importante que o estado do Amazonas e a capital estejam recebendo esse suporte do governo federal, e o município também está à disposição para auxiliar os municípios próximos a combater também, ajudando a resguardar a saúde da nossa população que vem sofrendo com essas queimadas”, disse.

Reforço aéreo

O governo federal destinou 11 aeronaves ao Amazonas para apoiar o combate aos incêndios florestais. De acordo com a Prefeitura, seis unidades chegaram à Base Aérea de Manaus, no Aeroporto de Ponta Pelada, na tarde de sábado: quatro aviões e dois helicópteros. As outras cinco aeronaves ainda estavam a caminho do Estado.

A divulgação municipal relaciona a piora da qualidade do ar à fumaça de incêndios em outras regiões e informa as medidas adotadas pela capital, mas não apresenta, nesse anúncio, prazo para o encerramento do monitoramento ou das restrições, nem detalha metas para a ação conjunta discutida na reunião.

Fonte: Prefeitura de Manaus.