quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Amazonas

Baixo nível dos rios altera logística da limpeza na orla de Manaus

A operação da Semulsp ocorre no Centro e na zona Sul, com 500 garis, balsas, caçambas e máquinas; resíduos também são recolhidos em ecobarreiras.
Baixo nível dos rios altera logística da limpeza na orla de Manaus
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

A descida dos rios durante a estiagem modificou a logística de retirada de resíduos na orla de Manaus. Em alguns trechos, a balsa usada pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) não consegue se aproximar das margens, e os garis precisam transportar manualmente o material até a embarcação.

A operação foi intensificada pela Prefeitura de Manaus em 22 de outubro, no Centro e na zona Sul da capital. O serviço reúne 500 trabalhadores, além de máquinas de suporte, balsas e caçambas para as atividades de capina e coleta de lixo.

Resíduos aparecem com a descida das águas

Segundo o subsecretário da Semulsp, Leandro Mendes, a limpeza é realizada durante todo o ano, mas recebe reforço no período de estiagem. Com a redução do nível dos rios, materiais que estavam cobertos pela água ficam expostos nas margens e passam a ser incluídos no trabalho das equipes.

Uma das balsas permanece na orla para receber os resíduos recolhidos. Conforme novos pontos de acúmulo são identificados, a secretaria amplia a quantidade de garis envolvidos na retirada. O acesso às áreas de serviço pode ocorrer por terra ou pela água, dependendo das condições encontradas no local.

“Conforme os rios vão secando, esses resíduos vão aparecendo. Esse trabalho é feito de forma contínua durante todo o ano. A balsa que está recebendo esse resíduo, ela sempre fica na orla de Manaus. Conforme o lixo vai aparecendo, nós vamos reforçando com mais garis para que o trabalho não demore”, afirmou Mendes.

Coleta em ecobarreiras

Além da limpeza nas margens, a Semulsp recolhe materiais acumulados nas ecobarreiras. De acordo com a Prefeitura, essas estruturas impedem o avanço do lixo para rios e igarapés e fazem parte da operação de coleta realizada pelas equipes.

Quando a embarcação não consegue encostar devido ao baixo nível das águas, os trabalhadores retiram os resíduos manualmente e fazem o transporte até a balsa. A medida é necessária para alcançar pontos que não podem ser atendidos diretamente pela embarcação.

Mendes também pediu que a população descarte os resíduos em locais apropriados. Conforme a declaração do subsecretário, o descarte irregular pode levar o lixo aos rios e tornar mais complexa a retirada, especialmente quando o acesso às margens depende do deslocamento por terra ou pela água.

A operação inclui ainda a remoção de entulho das áreas utilizadas por barcos e por trabalhadores que dependem da orla. O mecânico Valdecir Delfino, de 50 anos, afirmou que a presença de lixo dificulta a passagem de embarcações e pessoas e que o problema se repete anualmente durante a vazante.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus