A próxima composição da Câmara dos Deputados terá uma bancada feminina maior, mas ainda longe de representar metade do plenário. Das 513 cadeiras da Casa, 109 serão ocupadas por mulheres eleitas em 2022. Os homens ficarão com 404 vagas.
O resultado acrescenta 19 deputadas à composição anterior e eleva a participação feminina de 17,5% para 21,2%. A variação corresponde a um crescimento de 3,7 pontos percentuais na presença das mulheres entre os deputados eleitos.
Mesmo com o avanço, a nova configuração mantém a Câmara majoritariamente masculina. As mulheres representarão pouco mais de um quinto dos parlamentares, enquanto os homens ocuparão 78,8% das cadeiras.
Mais mulheres, mas maioria masculina permanece
A eleição de 2022 alterou a proporção entre homens e mulheres na Câmara, sem modificar a predominância masculina no conjunto da Casa. A diferença entre as duas bancadas será de 295 cadeiras.
Na composição anterior, 90 mulheres ocupavam vagas na Câmara. Com a eleição de 109 deputadas, a bancada feminina ultrapassa pela primeira vez a marca de cem cadeiras no recorte apresentado pela Casa.
O aumento também estabelece o maior número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados. Ainda assim, a presença feminina ficará abaixo de um quarto do total de parlamentares, enquanto os homens continuarão correspondendo a quase quatro quintos do plenário.
Em termos proporcionais, a participação feminina passa a equivaler a pouco mais de uma cadeira a cada cinco existentes na Câmara. A relação entre as bancadas permanece desigual: para cada deputada, haverá aproximadamente quatro deputados.
O efeito do resultado eleitoral
A nova distribuição é consequência direta do resultado das urnas de 2022. O número de mulheres eleitas passou de 90 para 109, uma diferença de 19 cadeiras em relação à legislatura anterior.
O crescimento da bancada feminina foi de 21,1% na comparação entre as duas composições. Quando a medida utilizada é a participação no total de cadeiras, a mudança aparece como uma alta de 17,5% para 21,2%, ou 3,7 pontos percentuais.
As duas formas de observar o resultado mostram dimensões diferentes da mesma mudança. Em números absolutos, a Câmara ganhou 19 deputadas. Em termos relativos, o avanço foi de 21,1% sobre o tamanho anterior da bancada. Na divisão geral do plenário, porém, as mulheres continuarão sendo minoria.
A Câmara tem 513 cadeiras, número que permanece como referência para o cálculo da representação. Com 109 mulheres e 404 homens, a soma corresponde ao total de deputados eleitos para a próxima composição da Casa.
Uma mudança na composição do plenário
A presença de 109 deputadas modifica o retrato de gênero do Legislativo federal. A bancada feminina deixa de ocupar menos de um quinto das cadeiras e passa a responder por 21,2% do plenário.
O avanço, no entanto, não elimina a distância entre os grupos. As mulheres ainda terão 295 cadeiras a menos do que os homens. A diferença resulta da comparação entre as 404 vagas masculinas e as 109 femininas.
O novo desenho combina, portanto, duas características verificáveis: o crescimento da bancada feminina e a permanência de uma maioria masculina ampla. O número de deputadas é o maior já registrado na Câmara, mas a distribuição das cadeiras continua concentrada entre os homens.
A alteração também muda a escala da presença feminina na Casa. A bancada passa de 90 para 109 integrantes e supera a centena de parlamentares. Mesmo assim, não alcança 25% das 513 cadeiras.
O que os percentuais indicam
O percentual de 21,2% representa a parcela das cadeiras ocupadas por mulheres na composição eleita em 2022. Isso significa que, a cada cem vagas da Câmara, cerca de 21 ficarão com deputadas e aproximadamente 79 com deputados.
Na composição anterior, as mulheres correspondiam a 17,5% das cadeiras. A diferença entre os dois percentuais é de 3,7 pontos percentuais. O crescimento não deve ser confundido com uma mudança para uma divisão equilibrada do plenário: mesmo após a alta, a bancada feminina continuará numericamente inferior à masculina.
Outra forma de visualizar o resultado é comparar as 109 deputadas com as 404 cadeiras ocupadas por homens. A bancada masculina será quase quatro vezes maior. A proporção mostra que o aumento feminino ocorreu dentro de uma estrutura que ainda preserva maioria expressiva de parlamentares homens.
Os números também distinguem a quantidade de eleitas da participação total na Câmara. O recorde de 109 deputadas representa um avanço em relação às 90 da legislatura anterior, mas a bancada feminina ainda não chega à metade das cadeiras nem a um quarto do plenário.
Recorde numérico não significa equilíbrio
O resultado de 2022 estabelece um novo recorde de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados. A marca é alcançada com a incorporação de 19 cadeiras à bancada feminina.
O recorde se refere ao número absoluto de deputadas. Já a distribuição proporcional revela que a representação feminina continuará minoritária. A diferença entre esses dois aspectos é importante para compreender a composição da Casa: há mais mulheres do que na legislatura anterior, mas os homens permanecem com a maior parte dos mandatos.
Assim, o resultado eleitoral pode ser descrito por dois movimentos simultâneos. O primeiro é o crescimento da bancada feminina, que passa de 90 para 109 parlamentares. O segundo é a continuidade da maioria masculina, que alcançará 404 cadeiras.
A mudança não altera o total de vagas da Câmara. O que se modifica é a divisão dessas cadeiras entre homens e mulheres. Com 109 deputadas em um universo de 513 parlamentares, a presença feminina ganha espaço, mas ainda não se aproxima de uma composição paritária.
Distância entre as bancadas
A diferença de 295 cadeiras entre homens e mulheres será o principal retrato numérico da nova composição. O cálculo considera as 404 vagas masculinas e as 109 femininas.
Embora a distância seja menor do que na composição anterior, em razão do aumento da bancada feminina, ela continua ampla. A redução da diferença decorre da entrada de 19 mulheres a mais, sem que isso tenha levado a uma divisão próxima do equilíbrio entre os gêneros.
O resultado também indica que a ampliação da participação feminina ocorreu de forma gradual dentro do conjunto de 513 cadeiras. A bancada feminina ganhou espaço e ultrapassou a marca de cem representantes, mas o plenário seguirá com maioria masculina de 78,8%.
Na prática, a próxima Câmara terá uma presença feminina maior do que a anterior e, ao mesmo tempo, continuará sendo formada predominantemente por homens. Os números da eleição de 2022 registram as duas características sem que uma elimine a outra.
Composição da próxima legislatura
A legislatura formada a partir da eleição de 2022 contará com 109 deputadas e 404 deputados. A participação feminina será de 21,2%, contra 78,8% de presença masculina.
O quadro representa uma mudança em relação às 90 mulheres da composição anterior e confirma o crescimento da bancada feminina na Câmara. Também mostra que a maior presença de deputadas não foi suficiente para alterar a maioria masculina no plenário.
O resultado das urnas, portanto, amplia a representação das mulheres no Legislativo federal em números absolutos e percentuais. Ao mesmo tempo, mantém uma diferença de 295 cadeiras entre as bancadas e uma proporção de aproximadamente quatro homens para cada mulher.
A nova composição da Câmara será marcada por esse contraste: a bancada feminina atingirá seu maior tamanho, com 109 integrantes, mas os homens continuarão ocupando a maior parte das 513 cadeiras.








