O Amazonas tem 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta por causa da estiagem, segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado nesta quinta-feira (29/10). A Defesa Civil informa que 124.221 famílias foram atingidas pelo desastre.
O levantamento também reúne dados sobre a qualidade do ar, distribuição de itens de assistência, combate a incêndios e fiscalização ambiental. As informações são do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.
Concentração de partículas
Parintins entrou em nível severo na manhã de 28 de outubro, com concentração de partículas finas MP2,5 superior a 125 microgramas por metro cúbico em 24 horas. A faixa corresponde à classificação “Péssima” para a qualidade do ar.
Outros 13 municípios receberam alerta de nível alto, com concentrações entre 50 e 125 microgramas de MP2,5 por metro cúbico em 24 horas e classificação de “Ruim a Muito Ruim”. A relação inclui Manaus, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, Autazes, Barreirinha, Careiro da Várzea, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba.
O nível moderado, associado a concentrações acima de 15 microgramas por metro cúbico em 24 horas, foi registrado em 25 municípios. Entre eles estão Alvarães, Barcelos, Boca do Acre, Borba, Coari, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Tabatinga e Tefé.
Assistência e combate a incêndios
A primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios, conforme o governo. As entregas somam 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.
Em 27 de outubro, Anamã e Rio Preto da Eva receberam mais de 13 toneladas de alimentos. Os dois municípios foram contemplados com 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água. O governo informou que as ações continuarão conforme o monitoramento das condições hidrológicas e as demandas municipais.
As operações de prevenção e combate às queimadas reúnem cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, e 18 aeronaves — 16 cedidas pelo Governo Federal e duas pelo governo estadual. Também foram anunciadas a contratação de 153 brigadistas florestais e a entrega de viaturas e equipamentos.
Entre 1º de junho e 28 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.914 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.366 focos. Desse total, 4.748 foram registrados na capital e 19.618 no interior.
Fiscalização e medidas preventivas
A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações em 33 cidades. A Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. O governo informa que multas e embargos podem ser aplicados em casos de infração.
Decretos estaduais proibiram o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, com as exceções previstas em lei, e declararam situação de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e pela estiagem.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom







