domingo, 1 de novembro de 2026
Amazonas

Distribuição soma 96 toneladas de alimentos na primeira fase da Operação Estiagem no Amazonas

Ação estadual alcançou 15 municípios e também reúne caixas d’água, kits de limpeza e purificadores; Defesa Civil registra 146.425 famílias afetadas pela estiagem.
Distribuição soma 96 toneladas de alimentos na primeira fase da Operação Estiagem no Amazonas
Foto: Divulgação/Secom

A primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios do Amazonas com a distribuição de alimentos, equipamentos e materiais de apoio, segundo o Governo do Estado. Ao todo, a ação reúne 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, além de 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.

Na etapa mais recente, realizada em 27 de outubro, Anamã e Rio Preto da Eva receberam mais de 13 toneladas de alimentos. Juntos, os municípios devem receber 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros. O governo informou que a continuidade das ações dependerá do monitoramento das condições hidrológicas e das demandas apresentadas pelos municípios.

Municípios em emergência e alerta

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. O boletim divulgado nesta sexta-feira (30/10) aponta 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta.

Entre as cidades em emergência estão Parintins, Anamã, Manacapuru, Tefé, Maués e Rio Preto da Eva. Manaus aparece na relação de municípios em alerta, ao lado de Barcelos, Iranduba, Itacoatiara, Tabatinga e São Sebastião do Uatumã, entre outros.

Qualidade do ar

O monitoramento realizado na manhã de sexta-feira identificou cinco níveis de qualidade do ar. Parintins teve a pior classificação, considerada “péssima”. Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã ficaram na categoria “muito ruim”.

Manaus foi classificada com qualidade “ruim”, juntamente com Autazes, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Silves e Urucurituba. Outros 22 municípios apresentaram condição “moderada”, enquanto 11 foram classificados com qualidade “boa”.

Combate aos incêndios

O Governo do Amazonas também informou que cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam nas ações de prevenção e combate às queimadas. A operação conta com 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Estado: oito Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

Entre 1º de junho e 29 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e informou ter atuado no combate a 24.390 focos de incêndio. Desse total, 4.748 foram registrados na capital e 19.642 no interior.

As medidas incluem a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, a entrega de viaturas e equipamentos multimissão e o trabalho das operações Tamoiotatá, Amazonas+Verde e Alerta Fogo. Esta última fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink, com possibilidade de aplicação de multas e embargos em casos de infração.

O Estado também informou que decretos proibiram o uso do fogo por 120 dias, ressalvadas as exceções previstas em lei, e declararam situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e pela estiagem.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom